Formação sobre Saneamento Básico no Conjunto Palmeiras

por Janaína Gil, Caroline Veras e Juliana De Boni



Atendendo uma demanda do Movimento de Conselhos Populares (MCP) do Conjunto Palmeiras, encaminhada pela Frente de Luta por Moradia, o ArqPET Urbanismo esteve presente no dia 18 de abril de 2017 na comunidade realizando uma formação sobre políticas de saneamento básico.  
 De acordo com o Censo do IBGE de 2010, o Conjunto Palmeiras possui apenas 47% do seu território atendido pela rede pública de esgotamento e os moradores relatam diversas ocorrências de problemas relacionados à drenagem e ao esgotamento sanitário no bairro, que é predominantemente realizado por meio da rede condominial. Solicitaram assim familiarizar-se com a política de saneamento básico municipal, e saber o que está planejado no sentido de expansão da rede para que possam lutar pelos seus direitos à cidade.  

A formação ocorreu durante uma reunião ordinária do MCP, onde a maioria dos presentes tenta garantir o acesso à moradia através do Programa Minha Casa Minha Vida. O momento de formação teve como principal objetivo discutir o direito à infraestrutura urbana como fator essencial ao direito à moradia e à garantia de qualidade de vida. Um material explicando conceitos básicos de saneamento foi disponibilizado para os presentes (clique aqui para ver). A participação popular foi materializada num cartaz onde foram identificados locais com falhas na drenagem e saneamento básico. 

Destacamos que não apenas a qualidade de vida dos moradores, mas também a qualidade urbana ambiental do Rio Cocó depende fundamentalmente de um eficiente sistema de drenagem e esgotamento sanitário. Esperamos que neste momento político de maior preocupação com o Rio Cocó e a população de sua bacia – revelado pela construção da barragem do Rio Cocó nas proximidades do conjunto e a delimitação do Parque do Cocó à jusante – não desconsidere este aspecto que é frequentemente esquecido pelos gestores públicos locais: a necessidade de universalizar o acesso ao saneamento básico em Fortaleza, já prevista no Plano Municipal de Saneamento.  

Além disso, a atividade nos possibilitou uma maior familiarização com as práticas dos movimentos sociais urbanos de Fortaleza, e a percepção de que, sem eles várias questões sócio-espaciais que não se desdobram em ganhos políticos imediatos ficariam esquecidas. 

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