Estação Parangaba

Por Raquel Chaves


No post do dia 28/08, iniciamos um exercício de análise de dados dos entornos das estações do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), para que possamos tentar prever alguns impactos que a obra pode gerar no local. Continuando esse exercício, escreverei um pouco sobre a estação “Parangaba”.

Primeiramente, é preciso saber onde a estação será construída, então identifiquei o desenho e a localização dela e os disponibilizei em formato KMZ (Arquivo do Google Earth) aqui no blog. (Link para download da estação) Utilizei o ArcGis (que é um programa que espacializa dados georreferenciados e os relaciona) para produzir mapas relacionando alguns dados do censo IBGE 2010 à localização da estação. Assim, gerei 3 mapas:  Sistema viário, Pessoas residentes e Escolaridade.


1 - No mapa “Sistema viário”, podemos ver que a estação está em um entroncamento viário, o que não representa um problema no trânsito já que ela é uma estação elevada (paralela à estação de metrô da Parangaba), sendo, assim, uma vantagem, já que permite a integração com o sistema viário. Melhorando ainda essa integração, ela se encontra ao lado de um terminal de ônibus, por onde passam mais de 100 linhas.

2 – No mapa “Pessoas residentes”, há um vazio populacional próximo à estação (o setor censitário da estação contém 458 pessoas, sendo o quarto setor menos denso do bairro) que se deve, provavelmente, à presença de usos institucionais e comércio. Assim, a estação beneficiará não só os residentes do bairro (principalmente os que estão dentro do raio de 500m - considerado raio de caminhabilidade) como as pessoas que trabalham no local ou usufruem do comércio, porém calcular o número de beneficiados só seria possível com um estudo mais aprofundado. Além disso, com a proximidade do terminal, até moradores das partes mais distantes do bairro (que são mais densas), podem chegar facilmente à estação, usufruindo dela também.

3 – Como ainda não saiu a renda do censo de 2010, tentamos fazer uma análise socioeconômica da região considerando a escolaridade. Neste mapa, podemos perceber que a estação será inserida em um local de classe média/alta, pois é o quinto setor em porcentagem de pessoas alfabetizadas (93,23%).





















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